Turma de Licenciatura Plena em Geografia EAD 2013- Uniube

Turma de Licenciatura Plena em Geografia EAD 2013- Uniube
Geografia Uniube EAD 2013

quinta-feira, 30 de junho de 2011

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

Pedagogia é a teoria crítica da educação, isto é, da ação do homem quando transmite ou modifica a herança cultural. A educação não é um fenômeno neutro, mas sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política.

Sociedades Tribais:a educação difusa
Nas comunidades tribais as crianças aprendem imitando os gestos dos adultos nas atividades diárias e nas cerimônias dos rituais. As crianças aprendem "para a vida e por meio da vida", sem que alguém esteja especialmente destinado a tarefa de ensinar.

Antigüidade Oriental: a educação tradicionalista
Nas sociedades orientais, ao se criarem segmentos privilegiados, a população, composta por lavradores, comerciantes e artesãos, não tem direitos políticos nem acesso ao saber da classe dominante. A princípio o conhecimento da escrita é bastante restrito, devido ao seu caráter sagrado e esotérico. Tem início, então, o dualismo escolar, que destina um tipo de ensino para o povo e outro para os filhos dos funcionários. A grande massa é excluída da escola e restringida à educação familiar informal.

Antigüidade Grega: a paidéia
A Grécia Clássica pode ser considerada o berço da pedagogia. A palavra paidagogos significa aquele que conduz a criança, no caso o escravo que acompanha a criança à escola. Com o tempo, o sentido se amplia para designar toda a teoria da educação. De modo geral, a educação grega está constantemente centrada na formação integral – corpo e espírito – mesmo que, de fato, a ênfase se deslocasse ora mais para o preparo esportivo ora para o debate intelectual, conforme a época ou lugar. Nos primeiro tempos, quando não existia a escrita, a educação é ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. Apenas com o advento das póleis começam a aparecer as primeiras escolas, visando a atender a demanda.

Antigüidade Romana: a humanitas
De maneira geral, podemos distinguir três fases na educação romana: a latina original, de natureza patriarcal; depois, a influência do helenismo é criticada pelos defensores da tradição; por fim, dá-se a fusão entre a cultura romana e a helenística, que já supõe elementos orientas, mas nítida supremacia dos valores gregos.

Idade Média: a formação do homem de fé
Os parâmetros da educação na idade média se fundam na concepção do homem como criatura divina, de passagem pela Terra e que deve cuidar, em primeiro lugar, da salvação da alma e da vida eterna. Tendo em vista as possíveis contradições entre fé e razão, recomenda-se respeitar sempre o princípio da autoridade, que exige humildade para consultar os grandes sábios e intérpretes, autorizados pela igreja, sobre a leitura dos clássicos e dos textos sagrados. Evita-se, assim, a pluralidade de interpretações e se mantém a coesão da igreja. Predomina a visão teocêntrica, a de Deus como fundamento de toda a ação pedagógica e finalidade da formação do cristão. Quanto às técnicas de ensinar, a maneira de pensar rigorosa e formal cada vez mais determina os passos do trabalho escolar.

Renascimento: humanismo e reforma

Educar torna-se questão de moda e uma exigência, segundo a nova concepção de homem. O aparecimento dos colégios, do século XVI até o XVIII, é fenômeno correlato ao surgimento de uma nova imagem da infância e da família. A meta da escola não se restringe à transmissão de conhecimentos, mas a formação moral. Essa sociedade, embora rejeite a autoridade dogmática da cultura eclesiástica medieval, mantém-se ainda fortemente hierarquizada: exclui dos propósitos educacionais a grande massa popular, com exceção dos reformadores protestantes, que agem por interesses religiosos.

Brasil: início da colonização e catequese

A atividade missionária facilita sobremaneira a dominação metropolitana e, nessas circunstâncias, a educação assume papel de agente colonizador.

Idade Moderna: a pedagogia realista
De maneira geral as escolas continuam ministrando um ensino conservador, predominantemente nas mãos dos jesuítas. Além disso, é preciso reconhecer, está nascendo a escola tradicional, como passaremos a conhecê-la a partir do século XIX.

O Brasil do séc. XVII
Por se tratar de uma sociedade agrária e escravista, não há interesse pela educação elementar, daí a grande massa de iletrados.

Século das Luzes: o ideal liberal de educação
O iluminismo é um período muito rico em reflexões pedagógicas. Um de seus aspectos marcantes está na pedagogia política, centrada no esforço para tornar a escola leiga e função do Estado. Apesar dos projetos de estender a educação a todos os cidadãos, prevalece a diferença de ensino, ou seja, uma escola para o povo e outra para a burguesia. Essa dualidade era aceita com grande tranqüilidade, sem o temor de ferir o preceito de igualdade, tão caro aos ideais revolucionários. Afinal, para a doutrina liberal, o talento e a capacidade não são iguais, e portanto os homens não são iguais em riqueza...

O Brasil na era pombalina

Persiste o panorama do analfabetismo e do ensino precário, agravado com a expulsão dos jesuítas e pela democracia da reforma pombalina. A educação está a deriva. Durante esse longo período do Brasil colônia, aumenta o fosso entre os letrados e a maioria da população analfabeta.

Século XIX: a educação nacional
É no séc. XIX que se concretizam, com a intervenção cada vez maior do Estado para estabelecer a escola elementar universal, leiga, gratuita e obrigatória. Enfatiza-se a relação entre educação e bem-estar social, estabilidade, progresso e capacidade de transformação. Daí, o interesse pelo ensino técnico ou pela expansão das disciplinas científicas.

Principais pedagogos:
Pestalozzi – é considerado um dos defensores da escola popular extensiva a todos. Reconhece firmamente a função social do ensino, que não se acha restrito à formação do gentil-homem.

Froebel – privilegia a atividade lúdica por perceber o significado funcional do jogo e do brinquedo para o desenvolvimento sensório-motor e inventa métodos para aperfeiçoar as habilidades.

Herbart – segundo ele, a conduta pedagógica segue três procedimentos básicos: o governo, a instrução e a disciplina.

Brasil: a educação no Império
Ainda não há propriamente o que poderia ser chamada de uma pedagogia brasileira. É uma atuação irregular, fragmentária e quase nunca com resultados satisfatórios. O golpe de misericórdia que prejudicou de uma vez a educação brasileira vem de uma emenda à Constituição, o Ato adicional de 1834. Essa reforma descentraliza o ensino, atribuindo à Coroa a função de promover e regulamentar o ensino superior, enquanto que as províncias são destinadas a escola elementar e a secundária. A educação da elite fica a cargo do poder central e a do povo confinada às províncias.

Século XX: a educação para a democracia
A pedagogia do século XX, além de ser tributária da psicologia, da sociologia e de outras como a economia, a lingüística, a antropologia, tem acentuado a exigência que vem desde a Idade moderna, qual seja, a inclusão da cultura científica como parte do conteúdo a ser ensinado.

Sociologia: Durkheim
Antes dele a teoria da educação era feita de forma predominantemente intelectualista, por demais presa a uma visão filosófica idealista e individualista. Durkheim introduz a atitude descritiva, voltada para o exame dos elementos do fato da educação, aos quais aplica o método científico.

Psicologia: o behaviorismo
O método dessa corrente privilegia os procedimentos que levam em conta a exterioridade do comportamento, o único considerado capaz de ser submetido a controle e experimentação objetivos. Suas experiências são ampliadas e aplicadas nos EUA por Watson e posteriormente por Skinner. O behaviorismo está nos pressupostos da orientação tecnicista da educação.

Gestalt
As aplicações das descobertas gestaltistas na educação são importantes por recusar o exercício mecânico no processo de aprendizagem. Apenas as situações que ocasionam experiências ricas e variadas levam o sujeito ao amadurecimento e à emergência do insight.

Dewey e a escola progressiva
O fim da educação não é formar a criança de acordo com modelos, nem orientá-la para uma ação futura, mas dar-lhe condições para que resolva por si própria os seus problemas. A educação progressiva consiste justamente no crescimento constante da vida, à medida que aumentamos o conteúdo da experiência e o controle que exercemos sobre ela. Ao contrário da educação tradicional, que valoriza a obediência, Dewey estimula o espírito de iniciativa e independência, que leva à autonomia e ao autogoverno, virtudes de uma sociedade democrática.

Realizações da escola nova
Principais características da escola nova:
educação integral ( intelectual, moral, física); educação ativa; educação prática, sendo obrigatórios os trabalhos manuais; exercícios de autonomia; vida no campo; internato; co-educação; ensino individualizado. Para tanto as atividades são centradas nos alunos, tendo em vista a estimulação da iniciativa. Escolas de métodos ativos: Montessori e Decroly Montessori estimula a atividade livre concentrada, com base no princípio da auto-educação. Decroly observa, de maneira pertinente, que, enquanto o adulto é capaz de analisar, separar o todo em partes, a criança tende para as representações globais, de conjunto. Resta lembrar outros riscos dessa proposta: o puerilismo ou pedocentrismo supervaloriza a criança e minimiza o papel do professor, quase omisso nas formas mais radicais do não-diretivismo; a preocupação excessiva com o psicológico intensifica o individualismo; a oposição ao autoritarismo da escola tradicional resulta em ausência de disciplina; a ênfase no processo faz descuidar da transmissão do conteúdo.

Teoria socialista – Gramsci A educação proposta por ele está centrada no valor do trabalho e na tarefa de superar as dicotomias existentes entre o fazer e o pensar, entre cultura erudita e cultura popular. Teorias crítico-reprodutivistas Por diversos caminhos chegaram a seguinte conclusão: a escola está de tal forma condicionada pela sociedade dividida que, ao invés de democratizar, reproduz as diferenças sociais, perpetuando o status quo.

Teorias progressistas – Snyders Contra as pedagogias não-diretivas, defende o papel do professor, a quem atribui uma função política. Condena a proposta de desescolarização de Ivan Illich. Ressalta o caráter contraditório da escola, que pode desenvolver a contra-educação.
Teorias antiautoritárias – Carl Rogers Visam antes de tudo colocar o aluno como centro do processo educativo, como sujeito, livrando-o do papel controlador do professor. O professor deve acompanhar o aluno sem dirigi-lo, o que significa dar condições para que ele desenvolva sua experiência e se estruture, por conta própria. O principal representante dessa teoria é Carl Rogers. Segundo ele, a própria relação entre as pessoas é que promove o crescimento de cada uma, ou seja, o ato educativo é essencialmente relacional e não individual.

Escola tecnicista
Proposta consiste em: planejamento e organização racional da atividade pedagógica; operacionalização dos objetivos; parcelamento do trabalho, com especialização das funções; ensino por computador, telensino, procurando tornar a aprendizagem mais objetiva.

Teorias construtivistas

Piaget – segundo ele, à medida que a influência do meio altera o equilíbrio, a inteligência, que exerce função adaptativa por excelência, restabelece a auto-regulação.

Vygotshy - Ao analisar os fenômenos da linguagem e do pensamento, busca compreendê-los dentro do processo sócio-histórico como "internalização das atividades socialmente enraizadas e historicamente desenvolvidas". Portanto, a relação entre o sujeito que conhece e o mundo conhecido não é direta, mas se faz por mediação dos sistemas simbólicos.

Brasil no século XX: o desafio da educaçãoNesse contexto, os educadores da escola nova introduzem o pensamento liberal democrático, defendendo a escola pública para todos, a fim de se alcançar uma sociedade igualitária e sem privilégios. Podemos dizer que Paulo Freire é um dos grandes pedagogos da atualidade, não só no Brasil, mas também no mundo. Ele se embasa em uma teologia libertadora, preocupada com o contraste entre a pobreza e a riqueza que resulta privilégios. Em sua obra Pedagogia do Oprimido faz uma abordagem dialética da realidade, cujos determinantes se encontram nos fatores econômicos, políticos e sociais. Considera que o conhecer não pode ser um ato de "doação" do educador ao educando, mas um processo que se estabelece no contato do homem com o mundo vivido. E este não é estático, mas dinâmico, em contínua transformação. Na educação autêntica, é superada a relação vertical entre educador e educando e instaurada a relação dialógica. Paulo Freire defende a autogestão pedagógica, o professor é um animador do processo, evitando as formas de autoritarismo que costumam minar a relação pedagógica. Na década de 70 destaca-se a produção teórica dos críticos-reprodutivistas, que desfazem as ilusões da escola como veículo da democratização. Com a difusão dessas teorias no Brasil, diversos autores se empenham em fazer a reeleitura do nosso fracasso escolar. A tarefa da pedagogia histórico-crítica se insere na tentativa de reverter o quadro de desorganização que torna uma escola excludente, com altos índices de analfabetismo, evasão, repetência e, portanto, de seletividade. Para Saviani, tanto as pedagogias tradicionais como a escola nova e a pedagogia tecnicista são, portanto, não-críticas, no sentido de não perceberem o comprometimento político e ideológico que a escola sempre teve com a classe dominante. Já a partir de 70, começam a ser discutidos os determinantes sociais, isto é, a maneira pela qual a estrutura sócio-econômica condiciona a educação. O trunfo de se tornar um dos países mais ricos contrasta com o fato de ser um triste recordista em concentração de renda, com efeitos sociais perversos: conflitos com os sem-terra, os sem-teto, infância abandonada, morticínio nas prisões, nos campos, nos grandes centros. Persiste na educação uma grande defasagem entre o Brasil e os países desenvolvidos, porque a população não recebeu até agora um ensino fundamental de qualidade.

A Educação no Terceiro Milênio

A explosão dos negócios mundiais, acompanhada pelo avanço tecnológico da crescente robotização e automação das empresas, nos faz antever profundas modificações no trabalho e, conseqüentemente, na educação. Na tentativa de incorporar os novos recursos, no entanto, a escola nem sempre tem obtido sucesso porque, muitas vezes, apenas adquire as novas máquinas sem, no entanto, conseguir alterar a tradição das aulas acadêmicas. Diante das transformações vertiginosas da alta tecnologia, que muda em pouco tempo os produtos e a maneira de produzi-los, criando umas profissões e extinguindo outras. Daí a necessidade de uma educação permanente, que permita a continuidade dos estudos, e portanto de acesso às informações, mediante uma autoformação controlada.

Bibliografia
ARANHA, Maria Lúcia Arruda.

1º Fórum: Idade Média – Poder, Religião e Crise Social.


1 – Celeiro; estábulo
2 - Igreja
3 - Ferraria
4 - Campos de pastagem comuns
5 - Campos cultivados senhoriais
6 - Pântano
7 - Forno
8 - Solo improdutivo
9 - Terra de pousio
10- Bosque
11- Campos cultivados pelos camponeses
12- Pomar
13- Prado
14- Moinho
15- Castelo
16- Casa do pároco
17- Aldeia


Tem-se acreditado que a Idade Média tenha começado com a queda do Império Romano em 476 e durou cerca de 1000 anos, até 1450.
Os bárbaros eram prevalentes na maioria das civilizações europeias da Idade Média. Os bárbaros não todos primitivos, nem eram bárbaros. O termo significa, basicamente estrangeiro.
A vida era muito difícil na Idade Média. Muito poucas pessoas sabiam ler ou escrever. O povo pensava que o destino determinou sua existência, e portanto, havia pouca esperança para melhorar a sua condição.
Com a queda do império romano não havia mais soldados e nem leis para protegerem os pobres, isto os levaram a se voltarem aos senhores feudais para manter a paz e para agir em seu nome. Esta vontade de ser governado pelos senhores levou o início do feudalismo. Alguns camponeses eram livres, mas a maioria tornou-se servos para o senhor.
O rei concedeu subsídios terras, feudos, aos nobres e às vezes para a Igreja em troca do uso de seus soldados ou sua influência sobre os cidadãos de proteger a terra.
Os nobres tinham o mais alto status. Eles possuíam a maior parte da riqueza e da terra. O clero pode ser rico ou pobre, dependendo do título e quanta influência tinham sobre o povo.
Os monges ensinavam os meninos ricos de famílias nobres como ler e escrever latim. Os alunos começaram a aprender com as sete artes liberais: gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música. As meninas não foram ensinados a ler ou escrever.
Filhos dos pobres gastaram seu tempo de trabalho nos campos e cuidar da casa. Eles aprenderam o que precisavam saber para sobreviver na sociedade.
Os servos geralmente viviam em comunidades que eram governadas pelos nobres locais. Eles não podiam deixar a mansão ou mesmo casar sem a permissão do senhor. Eles trabalham nos campos, cuidavam dos animais, construindo e cuidando dos edifícios, e da confecção de roupas e tudo mais que o trabalho exigi do manual. Eles poderiam comprar sua própria liberdade e torna-se homens livres, mas esta foi uma tarefa difícil e muitas vezes não cumprida.
O conhecimento médico era muito limitada, e portanto, cuidados de saúde era geralmente dominados por mitos, folclores e supertição.
A música e a arte foram importante na Idade Média. Grande parte deste foi influenciado pela Igreja.
A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a crise do sistema feudal:
- O renascimento comercial impulsionado, principalmente, pelas cruzadas;
- O aumento da circulação de moedas, principalmente nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo;
- Desenvolvimento dos centros urbanos, provocando o êxodo rural (saída de pessoas da zona rural em direção às cidades). Muitos servos passaram a comprar sua liberdade ou fugir, atraídos por oportunidades de trabalho nos centros urbanos;
- As cruzadas proporcionaram a volta do contato da Europa com o Oriente, quebrando o isolamento do sistema feudal;
- O surgimento da burguesia, nova classe social que dominava o comercial, os reis passaram a contratar exércitos profissionais. Este fato desarticulou o sistema de vassalagem, típico do feudalismo;
- Com o aumento dos impostos, proporcionados pelo desenvolvimento comercial, os reis passaram a contrataria exércitos proporcionais. Esta classe social foi, aos poucos, tirando o poder dos senhores feudais.


Espaçonave Terra - SEMANA 10

Espaçonave Terra - SEMANA 10 - ALINHAMENTO TERRA-LUA-SOL; OS PLANETAS OCULTOS PELO SOL



Espaçonave Terra - SEMANA 09

Espaçonave Terra - SEMANA 09 - ANO BISSEXTO; NOÇÕES DE CALENDÁRIO




Espaçonave Terra - SEMANA 08

Espaçonave Terra - SEMANA 08 - AS ESTRELAS; A ESTRELA POLAR




Espaçonave Terra - SEMANA 07

Espaçonave Terra - SEMANA 07 - SISTEMA GRAVITACIONAL; O EIXO DA TERRA




Espaçonave Terra - SEMANA 06

Espaçonave Terra - SEMANA 06 - AS ÓRBITAS DOS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR




Espaçonave Terra - SEMANA 05

Espaçonave Terra - SEMANA 05 - ONDE ESTÁ MARTE?; COMO E POR QUE A TERRA GIRA



Espaçonave Terra - SEMANA 04

Espaçonave Terra - SEMANA 04 - A ÓRBITA DE MERCÚRIO; SATÉLITES DOS PLANETAS DO SISTEMA




Espaçonave Terra - SEMANA 02


Espaçonave Terra - SEMANA 02 - ROTAÇÃO DA TERRA; O QUE É DIA, O QUE É NOITE

Espaçonave Terra - SEMANA 03


 
Espaçonave Terra - SEMANA 03 - ÓRBITA DA LUA; HIPÓTESES SOBRE A FORMAÇÃO DA LUA

terça-feira, 28 de junho de 2011

"A educação grega e a pedagogia grega"


 Educação grega e V - A pedagogia grega A meditação sobre educação e as idéias pedagógicas surgiu na Grécia. As idéias aparecem expostas de forma essencial, elementar, isto é, em seus fundamentos. Platão e Aristoteles, clássicos da pedagogia grega, exprimiam suas idéias educacionais em obras de filosofia e de política. Essa faculdade criadora tem sido interpretada de várias maneiras, quase todos de com valor humanístico, de afirmação da personalidade livre sobre as circunstâncias políticas. Os sofistas - Os primeiros professores, e educadores profissionais conscientes da história. Eram contra a educação tradicional. Eles aplicavam a atividade docente como professores ambulantes na segunda metade do século V a.C., no momento de grande transformação social e política de Atenas, exigia-se preparação, de uma educação mais alta, mais intelectual. Assim surgiu os sofistas, um grupo de homens sem conexão entre si, tinham, contudo, a mesma finalidade : educação para a vida pública, formação do político, do orador. Os sofistas são antes professores que cientistas ou filósofos originais, e sua influência foi considerável na cultura e na educação do tempo. As idéias pedagógicas dos sofistas, das referências que temos podem ser sintetizadas assim: Acentuaram o valor do humano, do homem e mais concretamente do indivíduo na educação. Reconheceram que a aretê, a virtude, a capacidade, não é transmissível , suscetível de ensino. Acolheram na educação a cultura geral, o saber múltiplo, não apenas retórico ou dialético. Foram os criadores da educação intelectual. Os sofistas foram os fundadores do intelectualismo, do individualismo e do subjetivismo na educação , com todos os benefícios e prejuízos produzidos por esses conceitos. Sócrates - O primeiro grande educador espiritual foi Sócrates, realizou a atividade educativa por meio da conversação, da palavra falada, como eles, discordava da educação do tempo, excessivamente sujeita à influência do Estado; como eles insistia no valor do homem, da vida pessoal, e como eles cria que a virtude, a aretê, não era patrimônio da aristocracia, senão que devia ser de todos, pois era transmissível, passível de ser ensinada. Filosoficamente, a maior contribuição de Sócrates corresponde, com efeito, ao domínio da moral, da ética. O fim último da educação era, para Sócrates, a virtude, o bem, a personalidade moral, e não o estado. É necessário ensinar a pensar. A educação intelectual é a base da educação moral, como método ele emprega fundamentalmente o diálogo, com suas duas fases, a ironia como ponto de partida e faz ver ao interlocutor sua própria ignorância e a maaiêutica faz, como faria uma parteira, nascer, da alma do interlocutor, idéias latentes. No diálogo socrático trata-se de uma espécie de ficção ou convenção, pela qual o interrogado acredita descobrir a verdade que o interrogador lhe sugere. O diálogo tem grande importância pedagógica, porque o aluno é estimulado a pensar, a descobrir as coisas por si, por forma ativa, não receptiva. Tem ainda aspecto indutivo, já que se parte de fatos ou idéias concretas, particulares, para chegar a uma conclusão geral, expressa numa definição. A contribuição de Socrátes para a educação pode se dizer que foi o primeiro a reconhecer como fim da educação o valor da personalidade humana, decisivo no homem é a virtude, o fim imediato da educação é a formação ética, a moral. Mas a educação tem também aspecto social; e neste sentido há de estar de acordo com as leis e tradições do Estado. A sua pedagogia é intelectualista, unilateral. Em essência não é mais que o diálogo, forma viva e ativa de educação, com certo caráter psicológico. Platão- Foi fundador da teoria da educação, da Pedagogia .E sobressaiu a reflexão pedagógica associada à política. Organizou o ensino e investigação sistemáticos. A pedagogia está baseada em sua filosofia, a qual, por sua vez, assenta em sua concepção das Idéias que são o fundamento último e a essência da realidade. Predominam as idéias éticas, a preocupação da justiça. O fim da educação para Platão , a formação do homem moral, e o meio é a educação do Estado, na medida em que este representa a idéia de justiça. Platão pede a criação de um comissário de educação, encarregado de inspecioná-la e dirigi-la e a criação de professores especiais. A educação, como a sociedade de Platão, está baseada na diferenciação de classes sociais; mas esta não é uma separação fixa, de tipo aristocrático, senão que surge do caráter e talento dos indivíduos. Assim, se os filhos dos governantes forem incapazes , mas que sejam relegados ao estado conveniente, seja o de artesão ou de lavrador. O diálogo platônico é mais sistemático e encaminhado para fins pré-determinados. A educação tem caráter intelectualista e aos conceitos e às idéias, embora que em Platão se acentue mais o aspecto da beleza. A idéia essencial da pedagogia de Platão, poderíamos dizer que é a formação do homem moral dentro do Estado justo.

Fonte:  SHVOOW.com

Resenha: "A Educação em Roma"



Esta resenha tem como principal finalidade abordar como era a "Educação em Roma" em seus vários aspectos, ou seja, desde a formação familiar,à escola romana, da obra de M.C. Giordani. 3° ed. Petrópolis. R.J: Vozes, 1972. p. 166- 178.
No que se refere à educação familiar, o autor aborda que a criança, ao ingressar na família era esperada com muita alegria e entusiasmo, cercada de brinquedos, festas, carinho e companheirismo durante sua tenra infância. O ambiente doméstico tornou-se decisivo na educação da criança, visando à formação da mesma. O papel materno e principalmente paterno, na educação dos filhos tornou-se fundamental. Aos sete anos a criança percebia a influência dos pais, as meninas eram preparadas mais para os afazeres do lar, ao passo que os meninos eram preparados para seguirem seus pais na aprendizagem referente aos segredos da vida pública, para um futuro profissional.
A influência grega, de acordo co M.C. Giordani, foi um aspecto de suma relevância para o povo romano reconhecido por Lucius Aemilius Pauls . È importante acrescentar que a Grécia influenciou Roma desde suas origens, de uma maneira indireta, pelos etruscos, ou direta através das relações com a campânia, e logo depois com a cultura grega sofrendo suas consequências. Os romanos tiveram seu triunfo em dois aspectos: contra a influência dos gregos; na educação, um dos aspectos referiu-se à formação artística, o outro à formação física; no que tange à formação das artes, os romanos jamais aceitaram a música, o canto e a dança, costumes outrora tão peculiares da vida helênica.
A música e a dança foram vistas como prazeres não dignos de um cidadão romano das altas rodas socias, conforme aborda o autor; o atletismo helênico também não fez parte dos costumes romanos.
Quanto ao ensino familiar, o autor aponta, sobre o fato de que, a educação privada não era somente privilégio da elite, mas também dos romanos possuidores de muitos escravos em idade escolar, pois era de interesse prepará-los para executarem melhor suas tarefas domésticas.
A escola primária, na visão de M.C. Giordani, era formada de instituições particulares, privadas possibilitando maior confiança aos pais, que sabiam a quem entregavam seus filhos. Nas famílias mais abastadas, os pais costumavam hospedar, em suas casas, mestres gregos chamados de " pedagogus", para educarem seus filhos, os quais lhes ensinavam as lições. O ano letivo durava de oito a nove meses.
de acordo com o autor, o ensino primário compreendia a leitura, a escrita e a aritimética. Os alunos tinham que aprender os nomes e sua ordem antes de saberem a forma das letras, depois conhecerem as combinações silábicas e, posteriormente, as palavras isoladas; os alunos eram divididos conforme seu adiantamento, do processo de leitura das palvras, seguia-se à de frases, e pequenos versos. Havia também um professor especializado em aritimética. Na escola havia muita disciplina e rigidez por parte dos professores, o que fez com que muitos romanos recordassem o tempo escolar, associando-o ao tempo das pancadas.
Quanto à escola secundária, M.C.Giordani ressalta que, naquela época, os meninos frequentavam a escola dos " grammáticus" , onde o ambiente de ensino era melhor que o da escola primária e havia mais recursos para ensinar, este ensinamento objetivava o aluno a aperfeiçoar-se na línguagem e no estudo dos poetas clássicos.
Os estudos superiores, nessa época, eram transmitidos no pátio coberto do fórum, ou em salas especiais oferecidas pelo estado, que visavam objetivar, a transmissão de um conhecimento formal ensinando as regras da oratória e as maneiras de usá-la.
Depois de estudarem retórica os alunos a praticavam em forma de declamação ou discursos e para tanto era escolhido um assunto, de importância da época, que chamasse a atenção do povo ouvinte.
Lendo esse capítulo concluímos que a educação mudou, é claro em alguns aspectos, no entanto, sua essência permanece , tanto no que se refere às salas de aula, ao modo de transmitir o conhecimento para os alunos, quanto ao poder aquisitivo dos estudantes, pois são poucos os privilegiados que conseguem chegar a uma universidade e assimilar seus ensinamentos, porque, assim como naquela época, ainda hoje fazemos parte de uma sociedade elitizada, onde o estudo é privilégio de uma minoria.
Quanto ao aspecto cultural, podemos dizer que muitos de nossos costumes e hábitos são originário da civilização greco-romana, tanto no que se refere à estruturação familiar,à educação, e a sociedade atual em seus inúmeros aspectos. Crregamos pois, essa herança cultural em nosso cotidiano, na convivência social de um modo geral, e é essa cultura que nos foi legada através das gerações e que, com certeza, transmitiremos aos nossos jovens.
Fonte: SHVOONG.com


"Algumas sugestões de estampas para a camiseta da Turma 2013"



















segunda-feira, 27 de junho de 2011

Escola Nova e o movimento de renovação do ensino


No Brasil, as idéias da Escola Nova foram inseridas em 1882 por Rui Barbosa (1849-1923). O grande nome do movimento na América foi o filósofo e pedagogo John Dewey (1859-1952). John Dewey, filósofo norte americano influenciou a elite brasileira com o movimento da Escola Nova. Para John Dewey a Educação, é uma necessidade social. Por causa dessa necessidade as pessoas devem ser aperfeiçoadas para que se afirme o prosseguimento social, assim sendo, possam dar prosseguimento às suas idéias e conhecimentos. 
No século XX, vários educadores se evidenciaram, principalmente após a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932. Na década de 30, Getúlio Vargas assume o governo provisório e afirma a um grupo de intelectuais o imperativo pedagógico do qual a revolução reivindicava; esses intelectuais envolvidos pelas idéias de Dewey e Durkheim se aliam e, em 1932 promulgam o Manifesto dos Pioneiros, tendo como principal personagem Fernando de Azevedo. Grandes humanistas e figuras respeitáveis de nossa história pedagógica, podem ser citadas, como por exemplo Lourenço Filho (1897-1970) e Anísio Teixeira (1900-1971). 
A Escola Nova foi um movimento de renovação do ensino que foi especialmente forte na Europa, na América e no Brasil, na primeira metade do século XX . O escolanovismo desenvolveu-se no Brasil sob importantes impactos de transformações econômicas, políticas e sociais. O rápido processo de urbanização e a ampliação da cultura cafeeira trouxeram o progresso industrial e econômico para o país, porém, com eles surgiram graves desordens nos aspectos políticos e sociais, ocasionando uma mudança significativa no ponto de vista intelectual brasileiro. 
Na essência da ampliação do pensamento liberal no Brasil, propagou-se o ideário escolanovista. O escolanovismo acredita que a educação é o exclusivo elemento verdadeiramente eficaz para a construção de uma sociedade democrática, que leva em consideração as diversidades, respeitando a individualidade do sujeito, aptos a refletir sobre a sociedade e capaz de inserir-se nessa sociedade Então de acordo com alguns educadores, a educação escolarizada deveria ser sustentada no indivíduo integrado à democracia, o cidadão atuante e democrático. 
Para John Dewey a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a própria vida. Assim, a educação tem como eixo norteador a vida-experiência e aprendizagem, fazendo com que a função da escola seja a de propiciar uma reconstrução permanente da experiência e da aprendizagem dentro de sua vida. Então, para ele, a educação teria uma função democratizadora de igualar as oportunidades. De acordo com o ideário da escola nova, quando falamos de direitos iguais perante a lei, devemos estar aludindo a direitos de oportunidades iguais perante a lei. 


Autora: Amelia Hamze 
Educadora 
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

Experiências atuais

As descrições das atividades, guardadas as proporções, remetem a iniciativas mais recentes, que acontecem no Brasil e fora dele. Por aqui, a mais conhecida é o Colégio Municipal Amorim Lima, em São Paulo. Identificada também como 'a escola sem paredes', o local dá grandeautonomia ao aluno e, como a descrição já sugere, ele não conta com paredes.

Assista a um vídeo sobre o Colégio Municipal Amorim Lima, em São Paulo


Escalas

Deves ser capaz de:
- Dar uma noção de escala.
- Distinguir escala gráfica de escala numérica.
- Identificar mapas de grande e pequena escala.
- Referir as características dos mapas de grande escala.
- Referir as características dos mapas de pequena escala.
- Calcular uma distância real, sabendo a distância do mapa e a escala do mapa.
- Calcular uma distância no mapa, sabendo a distância real e a escala do mapa.
- Calcular a escala de um mapa, sabendo a distância no mapa e a distância real.







Da Escala dependem muitas vezes os métodos e os instrumentos de análise assim como as observações e as generalizações possíveis.
Em Geografia, é fundamental saber mudar de escala e combinar os diferentes níveis de análise.
O termo é, por outro lado, de emprego difícil pois que “grande” escala corresponde a uma porção de terreno reduzida e “pequena” escala corresponde a um vasto território (designando grande e pequena o resultado da divisão).
A escala traduz assim, a relação entre a distância no mapa e a correspondente distância na realidade, ou seja, indica-nos quantas vezes a realidade foi reduzida.
Como sabes, para representar a superfície da Terra no seu todo ou em parte numa folha de papel temos de reduzir a realidade. Por exemplo, se quiseres representar Portugal Continental numa folha de papel A4 tens de reduzir a dimensão do país cerca de 1,9 milhões de vezes.


A escala pode ser representada de duas formas distintas:
ESCALAS NUMÉRICAS E ESCALAS GRÁFICAS
ESCALAS NUMÉRICAS:
A escala numérica é representada sob a forma de fracção. O numerador é sempre a unidade (1) e indica a distância no mapa, e o denominador a distância real (número de vezes que a realidade foi reduzida para ser cartografada) correspondente, sempre em centímetros (cm).
A escala numérica pode ser representada de três formas diferentes.


Exemplo:

ESCALAS GRÁFICAS:

A escala gráfica é representada sob a forma de um segmento de recta, normalmente subdividido em secções e ao longo do qual são registadas as distâncias reais correspondentes às dimensões do segmento. Nalguns mapas essas distâncias surgem na escala métrica europeia ( fig. 1) e noutros conjugam-se as unidades de medida europeias com as anglo-saxónicas (fig. 2) - em milhas ( utilizadas pelos ingleses e americanos).

Fig. 1 - Escala gráfica em Km ( escala métrica)
Fig. 2 - Escala gráfica em Km e milhas


Ex.: Na escala 1: 100 000 - "1 cm" representa a distância no mapa enquanto que o "100 000 cm" representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 000 cm na realidade, ou seja 1 km.
Exemplo da utilização dos dois tipos de escalas na mesma situação
<>
 
Já deves ter reparado que alguns mapas trazem uma escala gráfica, outros trazem uma escala numérica e, existem ainda, os que trazem os dois tipos de escalas. Observa o mapa de Portugal e poderás ver que o mesmo mapa pode ser acompanhado por qualquer um dos tipos de escalas. Como sabes, as escalas gráficas e numéricas representam-se de forma diferente mas têm o mesmo objectivo.

 Consoante o grau de redução efectuado para realizar o mapa vamos ter mapas de diferentes escalas. Vamos considerar duas grandes categorias de mapas atendendo ao grau de redução; o mapas de grande escala e os mapas de pequena escala.
Os mapas de grande escala mostram muitos pormenores da realidade ( ruas, quarteirões, vias de comunicação, etc., sendo, por isso, muito úteis para a exploração a pé de uma pequena área. Para representar a ocupação do solo numa cidade é necessário trabalhar com mapas de grande escala, em que a área representada é menor e o nível de análise é maior.

Planta de Lisboa ( mapa de grande escala).

Os mapas de grande escala são mapas que se aproximam muito da realidade, ou seja, não foram muito reduzidos. Têm escalas compreendidos entre 1/10 000 e 1 / 100 000. Por exemplo : 1/50.000 é superior a 80.000. Estes mapas representam pequenas áreas de território mas com uma grande riqueza a nível do pormenor. 
As plantas e mapas topográficos (que representam colinas, rios, cidade e comunicações da área representada) são exemplos de mapas de grande escala.


Os mapas de pequena escala são mapas em que a realidade foi muito reduzida, servindo para representar grandes superfícies ou a totalidade do planeta, mas com poucos pormenores ( mapa corográfico, planisférios ou mapas-mundi ). Têm escalas inferiores a 1/100 000. Estes mapas representam vastas áreas de territórios mas com pouca riqueza de pormenor. Estes mapas servem sobretudo para termos uma visão de conjunto acerca dos fenómenos que se passam a nível mundial, como é o caso da distribuição mundial do climas.
Dentro dos mapas de grande escala podemos encontrar as plantas (com escalas superiores a 1/10 000) e os mapas topográficos. Na categoria dos mapas de pequenas escalas temos os mapas corográficos e os planisférios.
A escala de um mapa é um auxiliar precioso para calcularmos distâncias. Face a um mapa podemos de ter de calcular:
  • a distância real;
  • a distância no mapa;
  • a escala do mapa.


Para trabalhar com escalas, ou seja, para saber quanto mede determinada distância entre dois pontos na realidade, é necessário saber fazer reduções.
Quilómetro
Hectómetro
Decâmetro
Metro
Decímetro
Centímetro
milímetro
km
hm
dam
m
dm
cm
mm

Nota: Não te esqueças das reduções. Não podes misturar diferentes unidades na mesma operação.

Segue as seguintes regras:

Exemplos:

6 000 000 cm = 60 km (conta-se 5 casas para a esquerda a partir das unidades)

10 km = 1 000 000 cm (conta-se 5 casas para a direita a partir das unidades)

COMO CALCULAR DISTÂNCIAS REAIS


1. Identifica a escala presente no mapa - 1/21000000. 
2. Mede com a régua a distância entre os lugares que queres saber.
Exemplo :
Lisboa - Londres ( 9cm )
3. Usa a regra da proporcionalidade para calcular a distância real.
1cm 9cm
-------------- = --------
21000000cm X
x = 21000000 x 9:1
:X=189.000.000
X= 1890Kms
Problemas com escalas
Problema A - Temos um mapa com escala 1 / 250 000. Nesse mapa as localidades A e B estão separadas 4 cm. Qual a distância que as separa na realidade?
Neste problema sabemos a escala e a distância no mapa. Pretendemos saber a distância real.
Resolução:
1cm 4cm
-------------- = --------
250000 cm X
x = 250000 x 4
:X=250000cm=1000000cm
X= 10 Kms
Resposta: as duas localidades distam entre si 10 km.

Problema B - No mesmo mapa, queremos assinalar uma localidade K que se encontra situada 3 km a Norte da localidade A.
Neste problema sabemos a escala do mapa e a distância real. Queremos saber a distância no mapa.
Resolução:
1º - temos de reduzir os 3 km a centímetros, dá 300000. Agora já podemos efectuar os cálculos.
1cm X
-------------- = --------
250000 cm 300.000
X=300.000 : 250000 =1,2 cm
Resposta: no mapa devemos medir 1,2 cm, para Norte da localidade A e assinalar a localidade K.

FONTE: PROFESSOR 2000.

sábado, 25 de junho de 2011

Qual a origem da vida na Terra?!


 
          Até o presente momento, a Teoria do Big Bang é utilizada para explicar o surgimento da Terra. Acredita-se que nosso planeta se formou há 4,5 bilhões de anos e, durante cerca de um bilhão de anos, sofreu processos importantes, como seu resfriamento, viabilizando o surgimento da vida.
Estudiosos mais antigos acreditavam que os seres vivos surgiam espontaneamente da matéria bruta – a hipótese da geração espontânea, também chamada de abiogênese. Entretanto, por meio de diversos experimentos, executados por cientistas, como Redi, Needham, Spallanzani e Pasteur, foi possível descartar essa hipótese, adotando a biogênese, que afirma que os micro-organismos surgem a partir de outros preexistentes.
Embora tenha respondido uma grande questão, a biogênese não explica como se dá o processo de surgimento de uma espécie a partir de outra. Assim, existem algumas explicações para tal, sendo a origem por evolução química a mais aceita pela categoria científica. Essa teoria propõe que a vida surgiu a partir do arranjo entre moléculas mais simples, aliadas a condições ambientais peculiares, formando moléculas cada vez mais complexas, até o surgimento de estruturas dotadas de metabolismo e capazes de se autoduplicar, dando origem aos primeiros seres vivos. Oparin, Haldane e Miller são os precursores dessa hipótese.
Atualmente, acredita-se que o primeiro ser vivo era autotrófico. Dois motivos justificam sua ampla aceitação: o fato do planeta provavelmente não dispor de moléculas orgânicas suficientes para sustentar as multiplicações dos primeiros seres vivos até que a fotossíntese surgisse, e o fato de que, em razão da instabilidade do planeta, estes organismos só conseguiriam sobreviver se estivessem em locais mais protegidos, como fontes termais submarinas dos mares primitivos. Assim, a hipótese autotrófica sugere que os primeiros seres vivos surgiram primeiramente em ambientes mais extremos, nutrindo-se a partir da reação entre substâncias inorgânicas, tal como algumas archaeas atuais: processo este denominado quimiossíntese. Essa hipótese sugere ainda que, a partir desses primeiros seres vivos, surgiram aqueles capazes de realizar fermentação, depois os fotossintéticos e, por último, os seres heterotróficos.
Acredita-se que esses primeiros indivíduos eram procarióticos, compartilhando diversas semelhanças com as arqueas; e, há cerca de dois bilhões de anos, surgiu a célula eucariótica.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

A História da Vida - Parte 1

A História da Vida - Parte 2

A História da Vida - Parte 3

Síntese dos Capítulos IV, V e VI do livro " Geografia uma pequena história crítica"

A situação histórica da Alemanha, no século XIX, época em que se dá a eclosão da geografia. A Alemanha da época é um aglomerado de feudos (ducados, principados, reinos), cuja única ligação reside em alguns traços culturais comuns. Inexiste qualquer unidade econômica ou política, a primeira começando a se formar no decorrer do século XIX,a segunda só se efetivando em 1870, com a unificação nacional.
A falta da constituição de um Estado nacional, a extrema diversidade entre os vários membros da Confederação, a ausência de relações duráraveis entre eles, a inexistência de um centro organizador do espaço, ou de um ponto de convergência das relações econômicas, todos estes aspectos conferem à discussão geográfica uma relevância espacial para as classes dominantes da Alemanha no início do século XIX. Temas como domínio e organização do espaço, apropriação do território, variação regional, entre outros, estarão na ordem do dia na prática a sistematização geográfica. A geografia surge na Alemanha, onde a questão do espaço era a primordial.
As primeiras colocações, no sentido de uma geografia sistematizada, vão ser obra de dois autores ligados à arristocracia: Alexandre Von Humboldt, conselheiro do rei da Prússia, e Karl Ritter, tutor de uma família de banqueiros. Ambos são contemporâneos e pertencem à geração que vivencia a Revolução Francesa: Humboldt nasce em 1769 e Ritter em 1779; os dois morrem em 1859, ocupando altos cargos da hierarquia universitária alemã.
Alexandre Von Humboldt

Humboldt possuía uma formação naturalista e realizou inúmeras viagens. Sua proposta de geografia aparece na justificativa e explicitação de seus vários procedimentos de análise. Portanto, não estava preocupado em formular os princípios de uma nova disciplina. Desta forma, seu trabalho não tinha um conteúdo normativo explícito. Seus principais livros são Quadros da natureza e cosmos. Humboldt entendia a geografia como a parte terrestre da ciência do cosmos, isto é, como uma espécie de síntese de todos os conhecimentos relativos à Terra. Tal concepção transparece em sua definição do objeto geográfico, que seria " a contemplação da universalidade das coisas, de tudo que co-existe no espaço concernente a substâncias e forças da simultaneidade dos seres materiais que coexistem na Terra".
Em termos de método, Humboldt propõe "empirismo racionado", isto é, a intuição a partir da observação. O geógrafo deveria contemplar a paisagem de uma forma quase estética. A paisagem causaria no observador uma "impressão", a qual, combinamos com a observação sistemática dos seus elementos componentes, e filtrada pelo raciocínio lógico, levaria a explicação: a causalidade das conexões contidas na paisagem observada. Daí a afirmação de Humboldt: " a causalidade introduz a unidade entre o mundo sensível e o mundo so intelecto". Pois ao mesmo tempo, algo existente de fato na natureza e mas só apreensível pela razão, conduz a uma inerência do objeto e uma construção do objeto.
A obra de Ritter já é explicavelmente metodológico. em seu principal trabalho, Geografia Tradicional , há um intuito deliberado de propor uma geografia, sendo assim um livro normativo. A formação de Ritter também é radicalmente distinta da de Humboldt, enquanto aquele era geólogo e botânico, este possui formação em filosofia e história. Ritter define o conceito de "sistema natural", isto é, uma área delimitada dotada de uma individualidade. A geografia deveria estudar arranjos individuais e compará-los. Cada arranjo abarcaria um conjunto de elementos, representando uma totalidade, onde o homem seria o principal elemento. Assim, a geografia de Ritter é, princialmente, um estudos dos lugares, uma busca da individualidade destes. Toda esta proposta se assentava na arraigada perspectiva religiosa desse autor. Para ele, a ciência era uma forma de relação entre o homem e o "criador" (com uma dimensão interior de revelação), uma tentativa de apropriamento das ações humanas, assim uma aproximação à divindade. Neste sentido, caberia à geografia explicara individualidade dos sistemas naturais, pois nestas se expressaria desígnios divinos, manifestos na vaiável natureza dos meios. Para Ritter , a ordem natural obedeceria a um fim previsto por Deus, a causalidade da natureza obedeceria à designação divina do movimento dos fenômenos. Deste modo, haveria uma finalidade na natureza logo uma predestinação dos lugares. Compreender esta predestinação dos lugares. Compreender esta predestinação seria a tarefa do conhecimento geográfiico, que no limite, para esse autor, seria uma forma de "contemplação da prória dinvidade". A proposta de Ritter é, por estas razões, antropocêntrica (o homem é o sujeito da natureza), regional (aponta para o estudo de individualidades), valorizando a relação homem-natureza. Em termos de método, Ritter vai reforçar a análise empírica - para ele , é necessário caminhar de observação em observação ".
karl Ritter

A obra destes dois autores compõe a base da Geografia Tradicional. Todos os trabalhos posteriores vão se remeter às formulações de Humboldt e Ritter, seja para aceitá-las ou refutá-las. Apesar das diferenças entre estas - a geografia de Ritter é regional e antropocêntrica, a de Humboldt busca abarcar todo o globo sem previlegiar o homem - os pontos coincidentes vão aparecer, para os geógrafos posteriores, como fundamentos inquestionáveis de uma geografia unitária. Deste modo, estes autores criam uma linha de continuidade no pensamento geográfico, até então inexistente. Além disso, há de se ressaltar o papel institucioanal desempenhado por eles na formação das cátedras dessa disciplina, dando assim à geografia uma cidadania acadêmica. Entretanto, apesar deste peso no pensamento geográfico posterior, não deixam discípulos diretos. Isto é, não formam uma "escola". Deixam umaa influência geral, que será resgatada por todas as "escolas" da Geografia Tradicional.
Friedrich Ratzel

Um revigoramento do processo de sistematização da geografia vai ocorrer com as formulações de Friedrich Ratzel. Este autor, também alemão e prussiano, publica suas obras no último quartel do século XIX. Enquanto Humbold e Ritter vivenciaram o aparecimento do ideal de unificação alemã, Ratzel vivenciaram o aparecimento do ideal de unificação alemã, Ratzel vivencia a constituição real do Estado nacional alemão e suas primeiras décadas. Suas formulações só são compreensíveis em função da época e da sociedade que as engendraram. A geografia de Ratzel foi um instrumento poderoso de legitimação dos desígnios expansionistas do Estado alemão recém-constituído. LFebre chegou a denominá-la de "manual do imperalismo". Assim, cabe analisar, mesmo que em linhas gerais, o processo de unificação da Alemanha.
A unificação racionária, essa organização militarizada, esse expansionismo latente do Estado alemão podem ser explicados pela situação concreta da Alemanha, no contexto; como bem definiu Poulantzas, ela era " um elo débil da cadeia imperalista". Isto é, este país emergia como mais uma unidade do centro do mundo capitalista, industrializada, porém sem colônias. A unificação tardia da Alemanha, que não impediu um relativo desenvolvimento interno, deixou-a de fora da partilha dos territórios coloniais. Isto alimentava um expansionismo latente, que aumentaria com o próprio desenvolvimento interno. Daí, o agressivo projeto imperial, o propósito constante de anexar novos territórios. E, por esta razão, mais uma vez, o estímulo para pensar o espaço logo , para fazer geografia.
Ratzel vai ser um representante típico do intelectual engajado no projeto estatal; sua obra propõe uma legitimação do expansionismos bismarkiano. Assim, a geografia de Ratzel expressa diretamente um elogio do imperalismo, como a dizer, por exemplo, as lutas dos povos são quase sempre pelo mesmo objetivo. Na história moderna a recompensa da vitória moderna a recompensa da vitória foi sempre um proveito territorial.
O principal livro de Ratzel, publicado em 1882, denominou-se Antropogeografia - fundamentos da aplicação da geografia à história; pode- se dizer que esta obra funda a Geografia Humana. Nela Ratzel definiu o objeto geográfico como estudo da influência que as consições naturais exercem sobre a humanidade.
A geografia proposta por Ratzel privilegiou o elemento humano e abriu várias frentes de estudo, valorizando questões referentes à história e ao espaço, como: a formação dos territórios, a difusão dos homens no globo (migrações, colonizações, etc), a distribuição dos povos e das raças na superfície terrestre, o isolamento e suas consequências, além de estudos monográficos das áreas habitadas. Tudo tendo em vista o objeto central que seria das influências que as condições naturais exercem sobre a evolução das sociedades. Em termos de método, a obra de Ratzel não realizou grandes avanços. Manteve a idéia a geografia como ciência empírica, cujos procedimentos de análise seriam a observação e a descrição. Porém, proponha ir além da descrição, buscar a síntese das influências na escala planetária, ou , em suas palavras, "ver o lugar como objeto em si, e como elemento de uma cadeia". De resto Ratzel manteve a visão naturalista: reduziu o homem a um animal, ao não diferenciar as suas qualidades específicas; deste modo propunha o método geográfico como análogo ao demais ciências da natureza e concebida a causalidade dos fenômenos humanas como idêntica a dos naturais. daí, o mecanismo de suas afirmações. Ratzel ao propor uma geografia do homem, entendeu-a como uma ciência natural.
Os discípulos de Ratzel radicalizaram suas colocações, constituindo o que se denomina "escola determinista" de geografia, oa a doutrina do "determinismo geográfico". Os autores dessa corrente partiram da definição ratzeliana do objeto da reflexão geográfica e simplificaram-na. Orientaram-na seus estudos por máximas como "as condições naturais determinam a História" ou "o homem é um produto do meio" - empobrecendo bastante desses autores se constituía da busca de evidências empíricas para teorias formuladas a priori.
Outro desdobramento da proposta de Ratzel manifestou-se na constituição da Geopolítica. Esta corrente, dedicada ao estudo da dominação dos territórios, partiu das colocações ratzelianas referentes à ação do Estado sobre o espaço. Esses autores desenvolveram teorias e técnicas que operacionalizavam e legitimavam o imperalismo. Isto é, discorriam sobre as formas de defender, manter e conquistar os territórios. Até hoje a geopolítica persiste, sendo debatida nos departamentos de estado e nas academias militares.
Uma última perspectiva, que saiu das formulações de Ratzel, foi a chamada escola "ambientalista". Esta, mais recente, não pode ser considerada uma filiação direta da Antropogeografia. Entretanto, sem dúvida, foi Ratzel o primeiro formulador de suas bases. Esta corrente propõe estudo do homem em relação aos elementos do meio em que ele se insere. O conjunto dos elementos naturais é abordado como o ambiente vivenciado pelo homem. O ambientalismo representa um determinismo atenuado, sem visão fatalista e absoluta. A natureza não é vista mais como determinação, mas como suporte da vida humana. Mantém-se a concepção naturalista, porém sem a causalidade mecanicista. O ambientalista se desenvolveu bastante modernamente, apoiado na Ecologia. A idéia de estudar as inter-relações dos organismos, que ele sofreu de Heackel, o primeiro formulador da Ecologia, de quem havia sido aluno. Entretanto é mais ao determinismo que ao ambientalismo que o nome de Ratzel acabou identificado.
Pelos desdobramentos expostos, pode-se avaliar o peso da obra de Ratzel na evolução do pensamento geográfico. A própria geografia francesa, que será vista a seguir, é uma resposta às formulações desse autor. A importância maior de sua proposta reside no fato de haver trazido, para o debate geográfico, os temas políticos, colocando o homem no centro das análises. Mesmo que numa visão naturalizante e para legitimar interesses contrários ao humanismo.
A outra grande escola da geografia que se opõe às condições de Ratzel, vai ser eminentemente francesa e tem seu principal formulador em Paul Vidal de La Blache. Para compreender o processo de eclosão do pensamento geográfico na França e o tipo de reflexão que este engendrou é necessário enfocar os traçõs gerais do desenvolvimmento histórico francês no século XIX, em detalhe, a conjuntura da Terceira República e o confllito de interesses com a Alemanha.
Na seunda metade do século XIX, a França e a Alemanha, no caso ainda a Prússia, disputam a hegemonia no controle continental da Europa. Havia, entre estes dois países, um choque de interesses nacionais, uma disputa entre imperalismos. tal situação culminou com a guerra franco-prussiana, em 1870, na qual a Prússia saiu vencedora. A frança perde os territórios de Alsácia e Lorena, vitais para sua industrialização, pois neles se localizavam suas principais reservas de carvão. No contexto da guerra, caiu o Segundo Império de Luis Bonaparte, ocorreu o levante da Comuna de Paris, e, sob as suas ruínas, ergueu-se com o beneplácito prussiano, a Terceira República francesaa. Foi nesse período que a geografia se desenvvolveu. E se desenvolveu com o apoio deliberado do Estado francês. Esta disciplina foi colocada em todas as séries do ensino básico, na reforma efetuada pela Terceira República. Foram criadas, nessa época, as cátedras e os institutos de geografia. Todos eles fatos demonstram o intuito do Estado no sentido de desenvolver esses estudos. Tal interesse advém de consequências da própria guerra. Uma frase de Thiers, primeiro-ministro da França, bem o demonstra; diz ele: "a guerra foi ganha pelos instrutores alemães". A guerra havia colocado, para a classe dominante francesa, a necessidade de pensar o espaço, de fazer uma Geografia que deslegitimasse a reflexão geográfica alemã e, ao mesmo tempo, fornecesse fundamentos para o expansionismo francês.

Paul Vidal de La Blache
Como foi visto, a geografia de Ratzel legitimava a ação imperalista do Estado bismarkiano. Era mister, para a França, combatê-la. O pensamento geográfico francês nasceu com esta tarefa. Por isso, foi, antes de tudo, um diálogo com Ratzel. O principal artífice desta empresa foi Vidal de La Blache. Esse autor, que publicou suas obras nas últimas décadas do século passado e nas primeiras do atual, fundou a Escola Francesa de Geografia e, mais, deslocou para este país o eixo que as colocações de Ratzel embalavam-se na situação concreta de sua época e de sua sociedade, a geografia de Vidal de La Blache só será compreensível em relação à conjuntura da Terceira República, ao antagonismo com a Alemanha e à particularidade do desenvolvimento histórico da França. Ambos veicularam, através do discurso científico, o interesse das classes dominantes de seus respectivos países. Por terem sido diferenciadas as vias de desenvolvimento capitalista, na Alemanha e na França (logo as próprias classes dominantes) foram diferentes as formas e os conteúdos desse discurso. A proposta de Ratzel exprimia o autoritarismo, que permeava a sociedade alemã; o agente social privilegiado, em sua análise, era o Estado, tal como na realidade que esse autor vivenciava. A proposta de Vidal manifestava um tom mais liberal, consoante com a Revolução Francesa, e sua análise partiu do homem abstrato do liberalismo. Esta diferênça de tonalidade das propostas de Vidal manifestava um tom mais liberal, consoante com a Revolução Francesa, e sua análise partiu do homem abstrato do liberalismo. Essa diferença de tonalidade das propostas foi o patamar, a partir do qual foram tecidas as críticas de Vidal à Antropogeografia de Ratzel. E que lhe permitiu cumprir a função ideológica que estava destinada a essa disciplina pelas classes dominants francesas.
Outra crítica de princípio às formulações de Ratzel incidiu no seu caráter naturalista. Isto é, Vidal criticou a minimização do elemento humano, que parecia como passivo nas teorias de Ratzel.
Uma terceira crítica de Vidal à Antropogeografia, derivada da anterior, atacou a concepção fatalista e mecanicista da relação entre homens e a natureza. Atingindo diretamente a idéia da determinação da História pelas condições naturais. Vidal vai propor uma postura relativista no trato dessa questão, dizendo que tudo que se refere ao homem "é mediado pela contigência". Este posicionamento, aceito por seus seguidores, fez com que a geografia francesa abandonasse qualquer intento de generalizar. Jogou-se a crítica ao determinismo naturalista de Ratzel, a proposta de Vidal negou a própria determinação.
Vidal de La Blache definiu o objeto da geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como o ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza e que o homem busca as soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidas pelo meio. Nesse processo, de trocas mútuas com a natureza passou a ser vista como possibilidades para a ação humana; daí o nome de possibilismo da a esta corrente por Lucien Febvre. A teoria de Vidal concebia o homem como hóspede antigo de vários pontos da superfície terrestre, que em cada lugar se adaptou ao meio que o envolvia, criando, no relacionamento constante e acumulativo com a natureza, um acervo de técnicas, hábitos, usos e costumes que lhe permitiram utlilizar os recursos naturais dsponíveis. A este conjunto de técnicas e costumes, construídos e passado socialmente, Vidal denominou "gênero de vida", o qual exprimiria uma relação entre a população e os recursos, uma situação de equilíbrio, construída historicamente pelas sociedades. A diversidade dos meios explicaria a diversidade dos gêneros de vida.
Em termos de método, a proposta de Vidal de La Blache não rompeu com as formulações de Ratzel, foi antes um prosseguimento destas. As únicas diferênças residiriam naqueles pontos de princípio já discutidos. Vidal era mais relativista, negando a idéia de causalidade e determinação de Ratzel; assim seu enfoque era menos generalizador. De resto, o fundamento positivista aproxima as concepções dos dois autores, e vinculando a este, a aceitação de uma metodologia de pesquisa oriunda das ciências naturais. Vidal, mais do que Ratzel hostilizou o pensamento abstrato e o raciocínio, propondo-o método empírico-indutivo, pelos quais só se formulam juízos a partir dos dados da observação direta, considera-se a realidade como o mundo dos sentidos, limita-se a explicação aos elementos e processos visíveis. La Blache propôs o seguinte encaminhamento para a análise geográfica: observação de campo, indução a partir da imagem, particularização da área enfocada (em seus traços históricos e naturais), comparação das áreas e dos gêneros de vida em "séries de tipos genéricos". Assim, o estudo geográfico, na concepção vidalina, culminaria com uma tipologia.
Em termos de método, a proposta de Vidal de La Blache não rompeu com as formuações de ratzel, foi antes um prosseguimento destas. As únicas diferenças residiram naqueles pontos de princípio já discutidos. Vidal era diferenças residiriam naqueles ponto de princípio já discutidos. Vidal era mais relativista, negando a idéia de causalidade e determinação de Ratzel; assim seu enfoque era menos generalizador. De resto, o fundamento positivista aproxima as concepções dos dois autores, e , vinculando a este, a aceitação de uma metodologia de pesquisa oriunda das ciências naturais. Vidal, mais do que Ratzel hostilizou o pensamento abstrato e o raciocínio especulativo, propondo-o método empírico-indutivo, pelos quais só se formulam juízos a partir dos dados da observação direta, considera-se a realidade como o mundo dos sentidos, limita-se a explicação aos elementos e processos visíveis. La Blache propôs o seguinte encaminhamento para a análise geográfica: observação de campo, indução a partir da paisagem, particularização da área enfocada (em seus traços históricos e naturais), comparação das áreas estudadas e do material levantando ,e classificação da áreas e dos gêneros de vida, em "séries de tipos genéricos". Assim, o estudo geográfico, na concepção vidalina, culminaria com uma tipologia.
Vidal de La Blache acentuou o propósito humano da geografia, vinculando todos os estudos geográficos à geografia humana. Entretanto, esta foi concebida como um estudo da paisagem; daí, o homem interessar por suas obras e enquanto contingente numérico, presente numa porção da superfície da Terra. A geografia vidalina fala da população, de agrupamento, e nunca de sociedade; fala de estabelecimentos humandos, porém não de processo de produção. Enfim, discute a relação homem-natureza, não abordando as relações entre os homens. E por esta razão que a carga naturalista é mantida, apesar do apelo à História, contido em sua proposta.